"Damos vida e forma ao nosso imaginário lúdico"

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A curiosidade e a espontaneidade que existe em toda criança guiam Eduardo Castanheira e Natália Rocha no fazer manual das fantásticas criaturas da Popoke. “Peteca” em tupi-guarani, o nome da marca já dá o tom da brincadeira. E não há uma idade específica para quem decide levar uma dessas peças para casa.

Inspirados em civilizações antigas, na mitologia, na arte oriental ou mesmo em cenários de ficção científica, personagens feitos a partir de matéria-prima reaproveitada ganharam vida a partir de 2015. Todos feitos de madeira. “Carregamos como herança parte dessa paixão já que o bisavô do Edu, vindo da Áustria, era carpinteiro. Eu também, por anos, trabalhei apenas com materiais naturais. O contato com a madeira, através do convívio com o Edu me despertou um enorme interesse”, recorda Nat.

 Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Processo criativo

A inspiração que dá forma às criações costuma vir do olhar atento a pequenas coisas do dia a dia. “Desde uma mancha na parede até a forma de uma caixa d’água”, brinca Nat. E na hora de criação, cada um fica responsável por uma etapa.

O processo começa pela limpeza, corte e estabilização das madeiras que haviam sido descartadas e que a dupla resgata e ressiginifica. Depois, dão início às composições tendo em mente um desenho do projeto. Em seguida, trabalham as formas das peças utilizando diferentes máquinas e ferramentas. A etapa final fica por conta de detalhes e acabamentos.   

 

Nossa busca por referências vem do olhar atento às pequenas coisas do dia a dia 


 
 Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

De vagar e sempre

Como empreendedores e artesãos aprendem com os pontos altos e baixos da rotina de que forma ampliar o alcance da Popoke. “A parte positiva é ser independente e livre para criação e execução do nosso trabalho, bem como viver o privilégio de ter nossa arte como principal fonte de renda", relatam.

Já o desafio é equilibrar a matemática: tempo + investimento + energia + retorno. “Obstáculos como a constante busca pela inovação e por autenticidade, e como se inserir no mercado, acompanham nossa caminhada”, complementam.

Atualmente, todas as criações da Popoke variam em tamanhos reduzidos. Mas os sócios já pensam em elaborar uma linha de peças médias, grandes e gigantes. Além disso, desejam ampliar o espaço onde trabalham e investir em novos maquinários para realizar (segredo!) projetos desafiadores

 

O maior desafio é fazer a matemática de tempo, investimento, energia e retorno se equilibrarem


 
 Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Eternas crianças

No final das contas, para Nat e Edu a maior satisfação desse fazer manual e lúdico é o passe livre para acessar o universo brincante que mora em cada um deles. Aquela faceta pouco explorada quando nos tornamos adultos e da qual julgamos necessário nos afastar. “Dessa forma, é como se voltássemos à raiz do imaginário, criando narrativas e personalidades para os Popokes”, alegram-se.

 Foto: Gleice Bueno

Foto: Gleice Bueno


Popoke investe na economia familiar e entre amigos que também investem no trabalho autoral. 


 Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

 

Ser Manual nos aproxima mais daquilo que somos


 
 Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Foto Eduardo Castanheira e Natália Rocha para #soumanual: Naira Mattia
Entrevista: Giovanna Riato
Texto: Maju Duarte
Produção: Rede Manual e Casa Dobra

 
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