“Temos a mesma essência: a roupa como expressão artística e inspiração para as mulheres”

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Flanar pelas ruas da cidade e deixar os olhos passearem, minuciosamente, por cores, texturas e pelo movimento fluido de quem passa é um dos programas favoritos de Renata Rosa, fundadora da marca Santa Expedita, e de Nathália Lessa, criadora da Maria Nuvem. Vem do espaço urbano, a inspiração que as duas amigas buscam para criar peças capazes de abraçar conforto e uma estética longe de modismos e tendências.

 

“Nos inspiramos nas pessoas reais, na expressão da arte, nas exposições. Nossa busca é sempre por achar coisas que fazem o coração bater mais forte”


 

Por causa dessa sintonia, e na contramão do mercado fast fashion, elas perceberam que podiam somar forças. Despretensiosamente, começaram a trabalhar juntas. Até que em 2014, tornaram-se sócias. “Mesmo com marcas separadas, sempre tivemos a mesma essência: a roupa como forma de expressão artística e com o propósito de inspirar mulheres a se vestir de forma autêntica, confiante e alegre”, conta Nathália.

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VESTIR SUA VERDADE

Desse enlace, dois anos depois, outro grande passo: criar uma única marca. Foi aí que nasceu a Santa e Nuvem: peças criadas em pequena escala, valorizando mão de obra local e matéria-prima brasileira. Feita por mulheres e para mulheres. As primeiras criações, lapidadas a quatro mãos, viram um novo público se formar. Tudo sem pressa, de maneira orgânica.

“Nossas peças são muito do que nós mesmas buscamos e queremos vestir e isso foi alcançando as pessoas, ficando claro, sem a gente pensar demais ou mirar em um mercado específico. Hoje nós vendemos para pessoas jovens que querem conforto e se preocupam com o que estão consumindo, que querem estilo com consciência”, observa Nathália.

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TEMPO AO TEMPO

Renata e Nathália reconhecem que hoje a marca está numa fase mais madura. Mesmo que a parte criativa seguisse sem atropelos, elas tiveram o desafio de aprender a lidar, diariamente, com uma série de burocracias que envolvem um empreendimento: como visão estratégica e planejamento.

Atualmente, elas contam com uma nova estrutura: duas costureiras e uma pessoa responsável pela gestão financeira, além de outros colaboradores quando há um maior volume de encomendas. Neste contexto, sentem-se mais seguras para rabiscar novas ideias. Além disso, a cada nova coleção, elas escolhem uma artista para trabalhar em parceria e “criar estampas que potencializam o feminino”, explica Nathália.

Entre contratempos e conquistas ao longo destes últimos anos, as sócias acreditam que ser manual é poder ajudar as pessoas a se expressarem e serem o que desejam a partir das peças que criam.

 

“Ser manual também é transmitir nossa essência e deixar um pouco de si em cada roupa, em cada criação”


 
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Foto Nathália Lessa para #soumanual: Naira Mattia
Entrevista: Giovanna Riato
Texto: Maju Duarte
Produção: Rede Manual e Casa Dobra