“Ser manual é o trabalho que eu amo fazer!”

04_MANUAL_SouManual_PostMafalda_v01.png
 

Começou como um trabalho de conclusão para a Faculdade Moda. Mas ao desenhar e criar, um a um, modelos únicos de sapatos feitos de couro, Maria Fernanda Sodré se deu conta de que ali havia algo mais. Só que, depois desta primeira experiência, deixou a ideia numa gaveta e começou a trabalhar com produção de moda.

Até que, pouco tempo depois, a designer decidiu se arriscar e, novamente, fazer alguns pares para, então, vender. “Ajudava minha mãe na loja dela enquanto também desenvolvia novos desenhos. Tudo isso num processo vagaroso, mas que aos poucos foi crescendo”, recorda. Assim, de maneira despretensiosa, A Mafalda deus seus primeiros passos.

De 2008 para cá, a designer emprega toda sua criatividade em novas criações. Fruto de muita pesquisa e de andanças mundo afora. “Gosto de viajar, de conhecer coisas novas. Estar sempre em movimento é muito importante pra mim. O tal do ócio criativo definitivamente não combina comigo”, brinca.

 
 
 

Fiz meu primeiro sapato na faculdade e me encantei pelo processo: desde a criação até a concepção


 
 Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Rede fortalecida

Sem a participação de sócios, Maria Fernanda realiza sozinha todo o processo de pesquisa e de desenvolvimento das novas criações. No entanto, ela também conta com uma rede de parceiros que contribuem para que a A Mafalda siga crescendo. São eles que assinam da pilotagem à produção. Outros fazem parte da equipe de vendas da loja que a designer mantém na Vila Madalena, em São Paulo.

“Etapas que incluem: pesquisa de modelos e de material, desenho e desenvolvimento da coleção, pilotagem, provas, aprovação do piloto, produção, vendas e pós-vendas”, elenca. Do começo ao fim, um processo minucioso que devolve ao público sapatos únicos, autorais e feitos à mão.

Atualmente, entre os desafios encontrados pela artesã está o de manter um ritmo de produção que consiga atender todas as etapas deste fazer manual. Algo que, para Maria Fernanda, é também a grande virtude do negócio.

 

A Mafalda é  uma extensão de mim. Conforme as necessidades vão aparecendo, eu não tenho preguiça de buscar soluções


 
 Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

Foto Maria Fernanda Sodré para #soumanual: Naira Mattia
Entrevista: Giovanna Riato
Texto: Maju Duarte
Produção: Rede Manual e Casa Dobra

 
soumanualDani Scartezinisoumanual