Para ler, ouvir, assistir e respirar MULHERES

 
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Hoje é dia de vestir azul, “porque azul é cor e cor é feminina”. Dia Internacional da Mulher, a data 8/3 foi assim oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, por motivos históricos. Foi neste mês, no ano de 1911, que 125 mulheres morreram num incêndio em Nova York, ao reivindicarem condições dignas de trabalho na Triangle Shirtwaist Company. Também foi nesta exata data, que sete anos depois, um grupo de operárias russas se manifestaram nas ruas contra a fome e a Primeira Guerra Mundial.

De lá para cá, outros tantos acontecimentos marcaram e marcam os desafios diários pelos quais mulheres, em diferentes partes do mundo, passam diariamente. Ainda que calendários não delimitem apenas um dia para elas, selecionamos 4 dicas culturais protagonizadas por mulheres no mês de março. Inspire-se!

 

MÚSICA

Siricuticas (foto)

Com Clara Dum  (sax alto, flautas e voz), Fê Lelot (sax tenor, flautas e voz), Rafa Nepomuceno (percussão e voz) e  Mônica Santos (percussão e voz) , a Banda Siricuticas - que já se apresentou no palco da CASA MANUAL - faz um show especial para pequeninas e pequeninos no Jazz B, dia 16/3, às 13h. No repertório - ainda em clima de carnaval - marchinhas, cirandas e outros ritmos para ninguém ficar parado.

TEATRO

Diários do Abismo

A genialidade e loucura de Maura Lopes Cançado (1929-1993), escritora brasileira considerada promessa literária, mas reclusa até a década de 1990, é levada ao palco pela atriz Maria Padilha. O monólogo se baseia no livro Hospício é Deus, uma espécie de diário escrito por Maura entre os anos 1950 e 1960, quando passou por tratamentos psiquiátricos no Rio de Janeiro. A peça entra em cartaz no Sesc 24 de Maio, a partir do dia 15/3.

 

FOTOGRAFIA

Claudia Andujar -
A luta Yanomami

Um dos mais importantes nomes da fotografia do Brasil, a ativista suíça, naturalizada brasileira, Claudia Andujar dedica-se desde a década de 1970 ao reconhecimento e proteção dos índios Yanomami. Nesta retrospectiva em cartaz no IMS Paulista, até 7/4, foram reunidas, aproximadamente, 300 imagens e uma instalação. Um recorte de aspectos pouco conhecidos da luta de Andujar pela demarcação de terras indígenas.

SÉRIES

Boneca Russa

Escrita, dirigida e produzida por mulheres, esta série exibida na plataforma Netflix instiga os espectadores a mergulhar numa jornada para dentro. A cada episódio, vamos descamando imagens e crenças da protagonista Nadia Vulvokov, interpretada por Natasha Lyonne, que também é uma das criadoras da série. Uma jovem novaiorquina de 36 anos que acorda, morre e acorda sempre na noite da festa de aniversário.

Foto: Daniel Wood / Casa Dobra
Texto: Maju Duarte

 
Vida SlowDani Scartezini