Precisamos colocar em prática a permacultura urbana

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O ambientalista Claudio Spínola recalculou uma nova rota de vida depois que entrou em contato com a permacultura em 1998. Termo cunhado pelos cientistas australianos Bill Mollison e David Holmgren no fim dos anos 1970, a agricultura permanente nasceu da contração do inglês permanent mais culture como resposta a uma revolução verde na contramão da maquinização do cultivo, do excesso de fertilizantes químicos e do uso intensivo de agrotóxicos.

Ao ser difundida pelo mundo, a permacultura resgatou uma perspectiva holística do uso da terra, como cultivá-la, obter produtividade e ainda assim preservá-la. Dessa forma, retomaram-se saberes ancestrais que foram somados à tecnologia e pesquisas científicas. Como resultado, conceitos e técnicas da prática na agricultura também passaram a ser aplicados na cidade e ganharam o nome de permacultura urbana.

 

O conceito de permacultura urbana nos esforça a pensar numa interação com a natureza somada a uma relação social


 
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Entre alguns exemplos de aplicação da permacultura urbana estão:

• Criar mecanismos para armazenar e reaproveitar a água da chuva;
• Dar novo destino a resíduos orgânicos a partir do uso de composteiras domésticas;
• Consumir frutas, legumes e hortaliças de agricultores familiares (a exemplo de feiras de bairro).

Para difundir essas e outras soluções ambientais, Spínola adaptou a casa onde mora com a família, na Zona Oeste de São Paulo, para criar, em 2009, a Morada da Floresta. De lá para cá, a empresa social realiza palestras, ministra cursos de educação e de conscientização ambiental, além de promover projetos voltados para a aplicação de tecnologias socioambientais. Caso do Composta São Paulo, em 2014, para o tratamento do lixo orgânico na capital paulista. Ao todo, foram distribuídas mais de duas mil composteiras domésticas para famílias selecionadas entre mais de 10 mil cadastradas pela prefeitura. 

Neste talk realizado na CASA MANUAL, Claudio Spínola conta como foi o primeiro contato com a permacultura, de que forma o Morada da Floresta se transformou em negócio social, e como podemos ser agentes de mudança.

Assista ao vídeo:

Vídeo: Daniel Wood / Casa Dobra
Fotos: Bruna Bento / Casa Dobra
Texto: Maju Duarte
Produção: Rede Manual e Casa Dobra