8 pontos essenciais para trabalhar com um novo modelo mental

 Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

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“Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou.” A frase de Albert Einstein descreve direitinho um desafio que empresas, governos e os novos negócios têm hoje: construir respostas e soluções para que a sociedade avance. O assunto esteve em pauta durante o Hacktown, evento de inovação e criatividade que aconteceu de 7 a 9 de setembro em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. Luciana Bazanella, cofundadora da consultoria de tendências White Rabbit, destacou em palestra que a consciência coletiva, aquele sentimento que determina o que é ou não verdade, está em franca evolução:

 

 

 “Há poucos anos era aceitável ter animais em circos ou usar canudinhos plásticos para beber alguma coisa. Hoje temos a clareza do quanto estas coisas são nocivas e queremos transformação”

 

 

Ela diz que vem dessa expansão da consciência e da compreensão a descrença com uma série de instituições. “Vemos isso quando pensamos nas eleições. A maioria dos candidatos têm décadas de carreira política e eram o bastante até o pleito passado. Agora já não servem mais, não acompanham a mudança.”

 
 Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

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CATALISADORES DA MUDANÇA

Luciana acredita que o processo de expansão da consciência tem atualmente alguns catalisadores. Um deles é a revisão do papel de todo mundo na sociedade, o que abre espaço para que fórmulas antigas percam o sentido. Exemplo disso é a luta feminina para ocupar todos os espaços e se livrar de conceitos pré-estabelecidos. Outro ponto é uma preocupação constante com a economia, a sociedade e o meio ambiente, coisas que, até então, nem sempre caminhavam juntas. A busca por propósito é mais um sintoma desta evolução. “Queremos entender o que, de fato, estamos fazendo e trabalhar por algo mais importante”, diz Luciana.

Luciana acredita que o momento exige mudança no modelo mental. Ela dá oito recomendações para os projetos, empresas e pessoas que buscam se transformar e acompanhar a expansão da consciência da sociedade.

 
 Foto: Leonardo Sang / Casa Dobra

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8 pontos para alterar
o seu modelo mental:


 

1

TENHA FOCO NAS PESSOAS

Todo projeto deve nascer para resolver problemas e atender a demandas que as pessoas têm. É essencial entender seus contextos e necessidades.

2

CULTIVE VÁRIAS HABILIDADES

Se abastecer de diferentes saberes significa ter mais ferramentas nas mãos. O caminho é que cada indivíduo cultive todas as suas habilidades. Segundo Luciana, a multidisciplinaridade traz insights e contribui para a construção do novo.

 

 

3

PENSAMENTO LATERAL

A conhecida gambiarra, uma cultura nacional alvo de tantas piadas, é justamente o que resume o espírito do pensamento lateral. É criar novas associações e combinações para resolver um problema, trazer ideias de outros setores e aplica-las de novas maneiras.

 

4

PRATIQUE A EMPATIA

Entender o contexto do outro é o que permite, na prática, entregar os produtos e serviços certos. Segundo Luciana, ampliar a consciência também significa olhar para as mesmas coisas a partir de diferentes pontos de vista.

5

FAÇA MAIS PERGUNTAS

“Somos treinados para responder, não para questionar. É algo que nos limita”, diz. Ela recomenda ter um pensamento divergente, que foge das certezas e busca o maior número possível de soluções para a mesma questão.

6

COLABORE

A consultora acredita que o mundo precisa de processos mais colaborativos, com mentalidade inclusiva e abundante, que construa a inteligência coletiva e conecte pessoas. Tudo em rede.


 

7

ABRACE A TECNOLOGIA

Os processos tecnológicos que tantas vezes se opõem aos manuais podem ser mais amigos do que parece. Entender dados, interpretar e usar esta informação para direcionar um novo projeto é um caminho mais construtivo.

8

BUSQUE SIGNIFICADO

Propósito e intenção são os maiores motores para gerar engajamento. Novos negócios e projetos precisam buscar impacto positivo no mundo, defende Luciana.