"Ser Manual é valorizar o tempo das pessoas"

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“As pessoas estão deixando de comprar simplesmente um produto para buscar o engajamento e a dedicação da empresa para transformar o mundo. Quem não tiver um propósito real logo vai ter dificuldade de atrair clientes. O novo jeito de consumir veio para ficar”, diz Heloísa Paoli, diretora do Erê Lab, que desenvolve mobiliário urbano para que crianças saiam de casa, de seus computadores e videogames, e voltem a ocupar as praças e espaços públicos da cidade. O projeto participa do Mercado Manual desde a primeira edição ao montar o parquinho cheio de brasilidade que convida as crianças ao brincar livre.

 
 Foto Leonardo Sang

Foto Leonardo Sang

 Foto Leonardo Sang

Foto Leonardo Sang

 

Helo conta que o feito à mão sempre fez parte de sua história. “As mulheres da minha família se reuniam  para tricotar e bordar e me esforço para passar isso para a minha filha. Ser Manual é essa entrega, é cuidar do outro.” Assim como o processo artesanal de Helo.

Diretor criativo do Erê Lab, Roni Hirsch é arquiteto, trabalhou com cenografia e sempre teve um apreço por desenhar à mão e experimentar materiais e texturas. “Ser Manual é respeitar o tempo das pessoas. Você não consegue ir além disso. O nosso trabalho aumenta proporcionalmente ao crescimento da escala e do volume de projetos. É diferente de uma empresa de tecnologia, que consegue fazer muito mesmo com estrutura enxuta”, diz Roni, que se esforça para imprimir em cada peça e objeto da marca o cuidado artesanal. “É isso que desperta identificação”, conta.

 
 Foto Gleice Bueno

Foto Gleice Bueno

 

A parceria com a Rede Manual rendeu um fruto importante ao Erê Lab e para São Paulo: a praça Sol Peres, na zona Sul da cidade, ganhou um parquinho desenvolvido pela empresa. O projeto contou com o apoio do MorumbiShopping, que conheceu o conceito desenvolvido por Roni e Heloísa para os objetos de brincar durante o #manualnomorumbi e se encantou com a iniciativa. “Por meio da Rede Manual conseguimos desenvolver e oferecer algo permanente para a cidade”, dizem.

Para Roni, o projeto representa a concretização do propósito do Erê Lab. “Nascemos com o objetivo de reconectar a criança com a cidade”, conta. Ainda que o foco seja esse, nem sempre os projetos se desenvolvem no espaço público – o parquinho pode ser encomendado por uma empresa ou escola particular, por exemplo. “Por isso, chegar em uma praça aberta é a concretizar aquilo pelo que trabalhamos todos os dias. É fincar uma bandeira de que aquele espaço é da população, das crianças”, diz Roni, calculando o efeito benéfico para milhares de pessoas. “Os espaços são usados de acordo com o equipamento que você oferece ali. Com o nosso mobiliário a praça ganha novas possibilidades”.

 
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Ser Manual, diz, é colaborar, juntar o grande e o pequeno. “As empresas, independentemente do tamanho, são feitas de pessoas. Elas querem agir com verdade, realizar coisas que as deixem orgulhosas”, entende Roni. Heloísa complementa: “As organizações maiores querem abraçar causas e têm força para isso, para dar impulso a novos movimentos. Ser Manual neste caso pode ser incentivar pequenos produtores. É um ciclo positivo.”

 

Foto Roni e Helo para #SouManual: Naira Mattia
Texto: Giovanna Riato
Produção: Floristas e Casa Dobra