Juliana Bicudo

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O destino não é escrito em linha reta. Não é linha, nem é reta. É fio, que com seu volume, segue condutor dos fazeres. Como é flexível, o fio se enrosca em laços ingênuos, que depois se fazem nós, que depois se fazem tramas, que depois, quando se soltam, voltam a fluir e a ser fio.
E é quando a ponta se faz começo, que a história desenrola…

 
 
 
 

“A Arquitetura vai te abrir portas, pois é uma formação ampla e que engloba várias das coisas que você gosta”. Este foi o conselho que Juliana Bicudo recebeu de sua mãe, também arquiteta e uma mulher cuja feminilidade sempre brilhou no universo da filha. 

E a lógica do destino desenhou assim: sua mãe uniu a matemática calculada com a inexplicável sinuosidade da mulher, equação que ajudou a fazer de Juliana, uma artista de sapatos. Ou arquiteta dos pés, como ela gosta. 

Seu jeito prático e objetivo esconde uma linguagem complexa, cheia de cores e assimetrias. Uma mulher “pé no chão” que usa esse recurso para administrar sua cadeia produtiva – trabalho duro, sério e de qualidade. 

Impossível entrar em sua loja e não desejar. Eu, completamente apaixonada por sapatos (como quase todas as mulheres do mundo) me entreguei: fiquei descalça pela loja para experimentar cada par, me calçando da beleza e da história que cada um representa. 

 
 
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Dani Scartezini