Criado e dirigido pelo Marcus e pela Dri, O  M.O.A. é um estúdio de design que imprime sua arte através da técnica de serigrafia. Seus trabalhos são autorais, impressos em papel e madeira, de forma artesanal e com tiragem limitada. Dri e Marcus cuidam de tudo pessoalmente, trabalham muito e com muita dedicação e alto astral, para que o M.O. A seja sua principal fonte de renda. Será!

 
 

1. Como surgiu o seu projeto? Conte sua história e de sua marca, brevemente.

O projeto do M.o.a Estúdio surgiu através do convite para um evento, aproveitando a oportunidade e a necessidade que tinha de desenvolver um trabalho autoral. Queria trabalhar com arte, que faz parte da minha formação como artista gráfico. A pintura, a arquitetura, fotografia e a biologia sempre estiveram presentes de alguma forma em meu trabalho.
Decidi juntar todas essas referências e retratá-las através de outra paixão, a Serigrafia.
Depois de uma viajem de férias para Bahia e Inhotim, minha esposa Adriana e eu, tivemos o impulso definitivo para dar continuidade ao nosso estúdio, agora como parceiros de trabalho. Eu na criação e desenvolvimento e minha esposa na gestão comercial. O nome Moa é uma homenagem ao meu pai e por coincidência também e o nome de uma espécie de pássaro.

2. Quais os propósitos que te movem em sua criação?

A necessidade se expressar e a busca por retratar elementos da cultura brasileira em todas as suas formas, sempre foram uma diretriz do nosso estúdio. Temos uma ligação muito forte com a arquitetura, botânica e os costumes regionais do Brasil.

3. Como as feiras, bazares e mercados, como o Mercado Manual, são significativos para a sua marca?

Eventos como o Mercado Manual, são uma oportunidade essencial para mostrarmos nosso trabalho para um público mais amplo, e com isso ter múltiplas visões dos clientes, esse feedback é muito importante. As pessoas valorizam ainda mais o trabalho quando sabem que há uma história e um propósito por trás de cada gravura ou fotografia. Conhecer outros expositores, firmar parcerias e novas conexões também e um ótimo caminho para o crescimento.

4. Qual a dor e a delícia de ser um pequeno empreendedor criativo, no Brasil?

A burocracia sem dúvida é uma barreira bem grande, os altos custos de material com qualidade para produção, também podem ser uma barreira a ser driblada para quem está começando.
Em contrapartida estamos passando por uma transformação global da forma de consumo, existe uma crescente valorização do trabalho autoral e de baixo impacto ambiental. A pluralidade cultural brasileira é uma fonte de inspiração extremamente rica que temos a nosso favor.

5. Quais dicas vocês dariam para quem quer começar nesse caminho?

Acho que uma dica importante é a autenticidade. As pessoas cada vez mais procuram sentido nas coisas. Querem saber como foi feito, as inspirações e a história por trás de um produto, seja ele qual for. Outra dica é procurar eventos como o Mercado Manual ou feiras que realmente tenham a intenção de ajudar o pequeno produtor, para expor seu trabalho. Eventos que dão suporte e visibilidade são muito importantes para o sucesso do trabalho.