Em seu caminho expressivo, Juliana Veinert busca espelhar em suas criações sua visão do mundo e da beleza. Nos metais (prata, ouro, bronze e latão) trabalhados em varias texturas e oxidações, as formas orgânicas inspiradas na natureza – sua maior fonte de inspiração – se encontram com as formas geométricas, criando um dialogo fortemente original.

Em 2011, quando mudou-se para o campo, sua ligação com a natureza se intensificou, e ela passou a utilizar  – além das pedras brutas – mais elementos naturais, como insetos, folhas, flores e fungos, usando a resina para eternizar o que, em si é efêmero, e criar verdadeiras capsulas do tempo.

Da interação de todos os elementos que compõem o trabalho emerge uma poética de particular força expressiva e também de um lirismo sutil e elegante. São peças cheias de espiritualidade e força, produzidas manualmente pela artista, que trabalha individualmente cada peça tornando-as joias únicas e autenticas.

 
 

1. Como surgiu o seu projeto? Conte sua história e de sua marca, brevemente.

Eu sempre fui uma apaixonada pela natureza e pela arte. Alguns anos depois de me formar em artes visuais, fui viver no interior de São Paulo numa área rural e foi aí que meu trabalhou começou a florecer: eu comecei a integrar literalmente a natureza ao meu trabalho de joalheria, que já vinha desenvolvendo desde 2003, mas que só neste momento ganhou identidade e força expressiva.

2. Quais os propósitos que te movem em sua criação?

O que me motiva a criar é compartilhar um pouco da beleza que enxergo na natureza, de eternizar elementos em si efêmeros, e impregnar as joias com símbolos e elementos que aparecem na minha vida, nas minhas viagens e que contam uma estória. Tudo tem um por quê, nada está a toa, todas as peças tem uma personalidade e acredito que cada uma tem uma dona – que já está destinada, a esperando… rs… 

3. Como as feiras, bazares e mercados, como o Mercado Manual, são significativos para a sua marca?

As feiras me ajudam muito. São uma oportunidade maravilhosa de conseguir achar meu público alvo, divulgar o trabalho, vender, expandir a rede de contatos e de quebra conhecer outros trabalhos incríveis!

4. Qual a dor e a delícia de ser um pequeno empreendedor criativo, no Brasil?

A dor é de ter que conviver com a insegurança de não ter nenhuma garantia do futuro num país onde as necessidades básicas não são cobertas, e o incentivo da cultural e da arte precários. A delícia é trabalhar todos os dias com o que se ama e poder se expressar integralmente naquilo que se faz com o coração.

5. Quais dicas você daria para quem quer começar nesse caminho?

Acho que a primeira dica é fazer aquilo que realmente ressoa no coração, fazer algo que esteja em coerência com seu sonhoe que te faça vibrar de verdade, depois encontrar boas parcerias para que seu produto chegue às pessoas certas e sempre respeitar muito a natureza.